Francisco Ferreira Rocha
O Século XXI se apresenta sob a perspectiva de um mundo novo, de uma nova fase da história humana denominada Era de Conhecimento e Comunicação e não mais Era Industrial. Mergulhamos no desenvolvimento da Tecnologia em que a Informação e a Comunicação penetram nas sociedades, em profundidade e rapidez, provocando transformações nas relações humanas. O acesso à informação e ao conhecimento são elementos determinantes para que possamos participar e compreender o nosso mundo de transformações.
As pressões da globalização e da competitividade nos têm imposto precedências de estratégias nos ajustamentos de novas competências no mercado de trabalho, tempo turbulento que exige maior rapidez de respostas. A necessidade de se aperfeiçoar é grande e o mercado exige cada vez mais.
A mudança de paradigmas na sociedade atual pode provocar até perda de referência, crise de identidade. Vale lembrar que o termo “professor” não é mais apropriado. Hoje ele denomina-se “educador” ou “facilitador”.
Nessa realidade nasce a necessidade de uma educação ao longo da vida do profissional, de forma contínua. A informação e o conhecimento trazidos pelas transformações tecnológicas exigem capacitação de todos, de forma contextualizada e multidisciplinar, frente às necessidades que vão surgindo.
O atual século XXI submeterá a educação a uma obrigação, que é construir cada vez mais saberes e saber-fazer adaptados à civilização cognitiva, pois são bases das competências do futuro. A evolução tecnológica e os avanços na área das comunicações desvelaram um mundo repleto de novidades e riscos que exigem dos gestores, educadores, pesquisadores e especialistas uma dinâmica permanente de ajuste no modelo pedagógico do ensino e da aprendizagem.
Não basta que cada educador acumule uma determinada quantidade de conhecimento de que possa abastecer-se. É necessário estar à altura de aproveitar e explicar todas as ocasiões, de atualizar, aprofundar os conhecimentos e se adaptar a um mundo em mudança com mais oportunidades de inovação pedagógica.
A escola de hoje requer um professor mais crítico, que participe, que empreenda. Um educador mais inteiro e com mais consciência profissional. Isso exige uma reformulação na sua prática pedagógica e na concepção do ato de educar. Os educadores são convocados a acompanhar a evolução dos tempos, as mudanças, e não a repetir velhas fórmulas de educar, que não são compatíveis com a realidade e com o estudante de hoje.
A vantagem competitiva, capaz de projetar no mercado a escola moderna, está na qualidade, na produtividade e na inovação, enfim, nas pessoas atualizadas e competentes.
A preocupação com a formação permanente do educador deve, em sua ação mais específica, conseguir que ele se comprometa com a qualidade de seu trabalho, com os objetivos da organização e com a satisfação dos interesses da clientela.
A formação continuada dos profissionais da educação é uma exigência presente face aos novos desafios de uma sociedade. Ao homem compete ser criativo, imaginativo, inovador. Todo conhecimento mantém um diálogo permanente com outros conhecimentos. Na área do conhecimento sabemos que o futuro está nas mãos daqueles que buscam inovar, pesquisar, aprender a aprender.
Os educadores em serviço, assim como os gestores das escolas, foram formados em cursos desfocados com a modernidade (IPAE). Proporcionar meios para que os profissionais da educação possuam ferramentas da modernidade é dever do sistema educacional brasileiro, das instituições de ensino e do próprio educador. Atualização e aprimoramento são fatores que movem os educadores, buscando formação continuada durante o desempenho das atividades profissionais do ensino. O profissional atualmente terá como principal tarefa aprender. Quem trabalha com conhecimento nunca pode deixar de estudar.
Importantes transformações, atualmente, nos dizem respeito ao modo como os jovens passaram a se relacionar com a informação e com o conhecimento.É preciso aprender a processar e a usar adequadamente as informações para transformá-las em novos conhecimentos.
Numa perspectiva planetária, holística e globalizada, os problemas da educação necessitam ser enfrentados e cabe aos profissionais da educação assumi-los. É necessária a continuação de uma nova epistemologia da prática profissional que explicite o saber competente do docente.
A formação continuada dos educadores proporciona educar o educador a educar no tempo de mudança com qualidade.
Francisco Ferreira Rocha é pedagogo, professor, mestre e Coordenador Executivo do SINEPE/PE
